São oitocentos metros de Corda, mas que representam muito mais que isso. Puxada pelas mãos de um povo tomado pela devoção a Nossa Senhora de Nazaré, a Corda simboliza fé, promessas, graças alcançadas. Produzida em Salvador (BA), esta que é um dos maiores ícones do Círio, vem pelas estradas até Belém e sua chegada esta sendo aguardada com grande expectativa para esta sexta-feira, 03 de setembro, às 10 horas.
A Corda saiu da capital baiana na terça-feira (31) sendo transportada pela Ramos Transportes, que doou o frete de Salvador até Belém. A viagem dura, em média, cinco dias. Durante mais de dez anos, as cordas utilizadas nas procissões da Transladação e do Círio foram confeccionadas na Paraíba, pela empresa Brascorda. Mas, devido o fechamento da empresa paraibana, desde 2006, a fabricação é feita Cordafios Indústria e Comércio de Produtos Têxteis Ltda, de Salvador.
Ao chegar a Belém, a encomenda será entregue à Diretoria da Festa no Centro Social de Nazaré, no espaço da Estação dos Carros. Neste momento, a Corda será esticada e vai receber sua primeira conferência de metragem; em seguida, a corda é dividida em duas partes iguais: 400m para a Trasladação e 400m para a Procissão do Círio.
Procissões – A corda tem 2 polegadas de diâmetro e pesa cerca de 1200 quilos. Nas procissões da Trasladação e do Círio, as mesmas vão continuar sendo organizadas com dois núcleos e cinco estações. O primeiro núcleo fica no início da corda e o segundo no final, onde fica a Berlinda.
A Diretoria de Procissões da Festa de Nazaré ressalta a importância da Corda para o Círio. “É difícil imaginar o Círio sem a corda, ela já virou uma expressão da fé e devoção do povo por Nossa Senhora”, afirmou Kleber Vieira, Diretor de Procissões da Festa de Nazaré.
História - A Corda surgiu no Círio de 1855, quando, devido às enchentes no Ver-o-Peso, foi preciso atar cordas à Berlinda que conduzia a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, a fim de que o povo pudesse puxá-la. Mas, em 1885, trinta anos depois, é que a Corda foi introduzida oficialmente na Procissão do Círio. De 1926 a 1931, por autorização de Dom Irineu Jofilly, a Corda ficou de fora, pois não houve Berlinda para puxar. Mas em 1931, por intermédio de Magalhães Barata e com a concordância posterior de Dom Antônio de Almeida Lustosa, esse importante símbolo voltou à Procissão do Círio e permanece até hoje como elemento essencial da Festividade.
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